A CORTINA DE AÇÚCAR
Camila Guzmán Urzúa
Filha do diretor chileno Patricio Guzmán (Salvador Allende, 2004), Camila Guzmán Urzúa aborda em A cortina de açúcar, seu primeiro filme, a realidade da qual ela mesma fez parte: a geração nascida nos anos dourados da revolução cubana. Natural do Chile, com dois anos de idade Camila foi morar em Cuba com os pais, constituindo parte dos "pioneiros", como eram chamadas as crianças educadas na fase inicial da revolução comunista. A próspera ilha dos anos 70 e 80, porém, mudaria drasticamente com a queda da União Soviética no início dos anos 90, que minou a economia cubana. Diz Camila: "Recordo que fui muito feliz. Me eduquei sob os 'ideais revolucionários' em um país onde nos sentíamos iguais e o material não tinha valor. Penso que foi uma experiência única; sinto que naqueles anos vivemos num mundo distinto, de alguma maneira irreal - seríamos o 'homem novo' que Ché imaginou. Quando chegamos à idade adulta, percebemos que aqueles ideais vieram abaixo". Narrado em off pela própria diretora, A cortina de açúcar volta aos lugares onde ela brincava com os amigos na infância e entrevista aqueles que ainda vivem na ilha, para tentar descobrir o que resta dos sonhos do passado.
sábado, 15 de setembro de 2007
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